Vandalismo causa prejuízo mensal de R$ 1,4 milhão ao BRT

O sistema BRT é alvo constante de depredações, o que leva a frequentes interrupções do serviço. Todas as estações já sofreram algum tipo de ataque. Segundo o consórcio, o vandalismo e o mau uso das estações e terminais geram um prejuízo de R$ 1,4 milhão por mês. O dinheiro é gasto para mantê-los nas mínimas condições de operação. Desse valor, R$ 800 mil são injetados só no Corredor Transoeste, que liga a Zona Oeste à Barra da Tijuca, transportando 216 mil passageiros por dia. O total diário de usuários do sistema é de 450 mil, incluindo a Transolímpica e a Transcarioca.

O vandalismo também é habitual nos articulados do BRT. O caso mais recente aconteceu neste domingo (1/4) quando cinco ônibus articulados foram apedrejados e tiveram o mecanismo das portas quebradas, nos corredores Transoeste e Transolímpica, na Zona Oeste do Rio. No domingo (25/3), dois serviços do corredor Transcarioca, Fundão-Alvorada (parador) e Galeão-Alvorada (semidireto), também tiveram de ser interrompidos de madrugada, depois da depredação de dois articulados e intimidações a motoristas feitas por passageiros. No mesmo fim de semana, a estação Praça Seca também teve as portas de vidro depredadas pelos vândalos. No sábado (24/03), cerca de 20 jovens invadiram a estação Boiúna, do corredor Transolímpica, e provocaram quebra-quebra. Eles destruíram a placa de informação da catraca de cadeirantes, chutaram as portas de embarque e desembarque de passageiros, que tinham sido trocadas, e viraram lixeiras e bancos. Uma semana antes (11/3) grupos que seguiam para a Penha destruíram sete ônibus articulados.

Para a diretora de Relações Institucionais do BRT Rio, Suzy Balloussier, a criminalidade no entorno das estações do BRT Rio ou dentro delas é reflexo da situação de violência na cidade. “Há muito desconhecimento sobre o sistema. Por isso, é importante esclarecer que não temos poder de polícia, que é exclusivo do Estado. As estações e terminais são áreas públicas, portanto, criminalidade é assunto para a Segurança Pública”, explica Suzy Balloussier.

O BRT Rio tem um setor de Inteligência que troca informações, algumas em tempo real, com batalhões de polícia. Segundo o consórcio, quando as câmeras captam alguma situação suspeita – ou até mesmo já em andamento –, equipes de policiais que ficam próximas ao local onde está ocorrendo o fato são imediatamente acionadas. Além disso, há também o convênio do Proeis, que consiste na atuação de policiais em pontos estratégicos do sistema.

Apesar das medidas preventivas, as depredações e quebras de portas, catracas, monitores e máquinas de autoatendimento são uma constante. Todos os dias são abertos protocolos internos para conserto de equipamentos, reposição de itens roubados ou quebrados. Os mais vulneráveis são os martelinhos de segurança e borrachões das portas, vidros, portas, espelhos retrovisores e encostos dos bancos, entre outros.

Além dos atos criminosos, o número de ônibus disponíveis para realização das viagens é reduzido devido às condições precárias da pavimentação. “Não temos como distinguir os ônibus articulados que deixam de operar por causa de depredação daqueles que são retirados de circulação por causa de problemas mecânicos provocados pelo péssimo estado de conservação da pista exclusiva”, informa o consórcio.

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