Com prorrogação, CPI dos Transportes aprova novos depoimentos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) foi prorrogada por mais 60 dias. Com isso, a apuração de supostas irregularidades no setor será encerrada no dia 20 de julho, que é o prazo máximo para o término dos trabalhos. A preocupação é com as datas dos jogos da Copa do Mundo, que poderão atrapalhar a programação.

Na sessão, desta quarta-feira (16/5) a Comissão decidiu chamar para depor Régis Fichtner, ex-secretário da Casa Civil, de 2007 a 2014, e de Carlos Osório, ex-secretário de Transportes, de 2015 a 2016, além de nomes ligados a Fetranspor. Ainda não há data marcada para as oitivas.

A CPI vai ouvir nesta sexta-feira (18/5) o ex-presidente da Fetranspor Lélis Teixeira, preso na Operação Ponto Final. “Ele conhece muito sobre esse setor de transportes, e seu depoimento é importante para que possamos saber mais como opera o sistema e suas relações com o setor público. Esperamos que ele se disponha a contribuir para os trabalhos”, disse o presidente da CPI, Eliomar Coelho.

No mesmo dia, está convocado para depor o ex-subsecretário de Transportes Luiz Carlos Velloso. No entanto, o advogado de Velloso enviou ofício à Comissão, alegando que ele não pode depor por estar em processo de colaboração com o Ministério Público Federal (MPF) e que haveria uma cláusula de confidencialidade estipulada no acordo. Sobre isso, a CPI vai encaminhar ofício à Procuradoria da Alerj para que confirme no MPF e no STF se há essa restrição.

A Comissão vai ouvir, no dia 21 de maio,  Julio Lopes, às 13h, em Brasília. Lopes vai depor em uma audiência aberta e com transmissão pela internet na sala de reuniões da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados. Ele já se recusou duas vezes a falar à CPI. “É muito importante o depoimento de quem foi secretário de Transportes do Cabral durante oito anos”, disse Eliomar Coelho (PSOL), presidente da CPI.

A Audiência Pública “Transporte rodoviário intermunicipal: limites da fiscalização, questão tarifária e irregularidades na contabilidade das permissionárias” será realizada na próxima quarta-feira (23/5).

Segundo Eliomar, o objetivo é fazer a investigação sobre irregularidades que possam ter acontecido no sistema de transportes e apurar, se por acaso houver também, quais foram os prejuízos sociais e econômicos para o estado. Para o presidente da CPI, os esforços são para desvendar os detalhes do esquema. “Vamos montar um organograma em que há o núcleo econômico, o administrativo, o financeiro-operacional e o político”, explica.

Foto: Thiago Lontra/ Alerj.

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