Obras do bonde interditam rua em Santa Teresa

Uma faixa da Rua Almirante Alexandrino está fechada, desde segunda-feira (16/07), com a normalização do tráfego prevista para 30 de setembro, de acordo com o Centro de Operações da Prefeitura. As linhas de ônibus 006 e 007, que trafegam na via, não sofrerão alteração de itinerário. Os pontos de ônibus em frente às edificações nº 1.308 (sentido Silvestre) e 1.405 (sentido Centro) serão desativados, e os passageiros deverão se dirigir aos pontos próximos à edificação nº 1.520.

As obras foram retomadas pela Secretaria de Estado de Transportes depois de mais de dois anos de paralisação. Os trabalhos no trecho de 1,5 km, que vai da Praça Odylo Costa Neto até o Largo do França (subida e descida), incluem remoção de trilhos e dormentes e substituição das peças. Segundo a Secretaria de Transportes, as obras serão executadas no âmbito do contrato existente com o Consórcio Elmo/Azvi, e custarão cerca de R$ 9 milhões. O prazo de conclusão é de quatro meses.

Em junho, integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Transportes, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), fizeram uma diligência à oficina da Central, operadora dos bondes, para avaliar as condições de funcionamento do modal. O presidente da CPI, deputado Eliomar Coelho (PSOL), pediu que ao presidente da Central, Rogério Azambuja, que apresentasse um planejamento físico-financeiro para recompor o serviço no bairro. “Em outras épocas, o bonde funcionou. O estado tem de se mexer. A tarifa de R$ 20,00, cobrada dos usuários não pode custear tudo. O preço é absurdo, um Uber sai mais barato”, critica Eliomar.

A via completa possui dez quilômetros de extensão e vai da Carioca até a Estação Silvestre, próxima ao Corcovado. No projeto original estavam previstas 14 composições para atender ao trajeto das 8h30 às 17h45. Atualmente, o bonde circula em um trecho de cerca de quatro quilômetros, até a Praça Odylo Costa Neto, no Largo do Guimarães, coberto por cinco bondes, com intervalos de 15 minutos. Para o presidente da Associação de Moradores de Santa Teresa, Paulo Saad, o percurso atual, com horário de funcionamento reduzido e tarifa cara, não atende aos moradores. “É um desvio de finalidade de um meio de transporte popular, que o governo quer direcionar para o turismo”.

Foto: Setrans

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