Ampliação do metrô é a melhor opção para mobilidade, diz engenheira

O sistema de transporte público no Rio foi considerado o pior do mundo, segundo pesquisa, da Expert Market, que analisou a qualidade do serviço em 74 cidades de 16 países.  Para mudar essa situação, a engenheira de Transportes, Eva Vider, afirma que a melhor opção é a ampliação do metrô.  “A implantação da Linha 4, com o traçado original via Botafogo, Humaitá, Gávea, e  já prolongando em subterrâneo até o Recreio, além da Linha 3, no trecho São Gonçalo- Niterói  são projetos de infraestrutura fundamentais para a mobilidade no Rio”, detalha a professora da Escola Politécnica da UFRJ.

Para Eva Vider, o investimento no sistema aquaviário, pouco explorado, também é essencial para o deslocamento da população. “É necessária a reforma das estações das barcas, aumento de oferta de horários, mais embarcações e implantação de ligações na Baía de Guanabara, entre os municípios por ela banhados”, explica a engenheira.

A professora da UFRJ discorda que a construção do corredor do BRT TransBrasil  seja a melhor saída para desafogar o tráfego na via. “Seria mais indicado implantar transporte sobre trilhos na Avenida Brasil, que atendesse os corredores metropolitanos para Nova Iguaçu, Belford Roxo, entre outros”, argumenta Eva Vider. Ela acrescenta ainda que o aumento da oferta de trens, integração tarifária com outros modais e o acesso às estações por escadas rolantes e passarelas cobertas, iluminadas e seguras são importantes para a eficiência do sistema.

Já no transporte por ônibus as mudanças que devem ser implementadas, segundo a professora da Escola Politécnica, são a climatização da frota, integração tarifária completa, maior oferta de horários, inclusive noturnos, fiscalização do serviço e multa. Para o sistema funcionar bem, é preciso a revisão do sistema de alimentação e integração operacional com outros modais e o treinamento permanente dos motoristas. “O acesso seguro aos pontos de embarque, construção ciclovias e calçadas em bom estado de conservação completam o planejamento”, alerta a professora. Segundo ela, 30% dos deslocamentos na Região Metropolitana são feitos a pé.

Todas essas medidas têm como impacto positivo a redução do número de automóveis nas vias. “Para dar continuidade às melhorias são necessárias a manutenção, modernização e expansão da sinalização e o monitoramento, com câmeras e equipamentos de informação aos usuários e controle operacional”, completa Eva vider. O planejamento é concluído com radares para fiscalização das infrações de trânsito; rigor na cobrança das multas das infrações de trânsito e implantação de um programa de educação no trânsito.

Foto: Divulgação Metrô.

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