Metas do governo estadual incluem mudanças no transporte

O governador Wilson Witzel entregou aos secretários o Plano de Diretrizes Prioritárias, com metas a serem cumpridas nos primeiros 100 e 180 dias de governo. De 203 metas selecionadas, 104 têm que ser cumpridas em 100 dias. Destas, 23 dizem respeito à mobilidade urbana.

Entre as ações que afetam diretamente o dia a dia da população está a análise do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos entre o estado e CCR Barcas para garantir a continuidade do serviço. Para a engenheira de Transportes e professora da Escola Politécnica da UFRJ, Eva Vider, essa medida é urgente.  “Caso o valor da tarifa de equilíbrio se apresente inviável para a população pagá-la, o próximo passo é repensar outras formas de modelos de política tarifária e remuneração dos serviços”, acrescenta a engenheira.

Eva Vider elogia a meta de realizar estudos técnicos para melhorar a malha ferroviária do Rio, com empréstimos do Banco Mundial.  “Perfeito. Vale rever o que já está estudado e partir para o planejamento e ‘fazejamento’ do que já é sabido ter que ser implantado”, comenta a engenheira.  De acordo com ela, há obras que já podem ser iniciadas imediatamente, como, por exemplo, dotar todas as estações de acesso de  escadas rolantes.

Para a Linha 4 do metrô, o plano é criar um grupo de trabalho para encontrar uma solução técnico-jurídica para a estação Gávea. Eva Vider observa que esta não seria a melhor saída para o impasse.  A professora sugere que os estudos se voltem para a implantação do trajeto original. “A Linha 4 foi transformada num mero prolongamento da Linha 1, deixando de fora o trecho Barra/Gávea/Jardim Botânico/Humaitá/Botafogo/Centro. A solução da estação Gávea que agora virou parte crucial da questão, deixaria de ser problema com a operação da Linha 4”, explica a engenheira.

De acordo com o planejamento, o governo deve revisar o contrato vigente e o edital de licitação da concessão do serviço de ônibus intermunicipais em 100 dias. “Essa é uma medida importante, além de ser uma exigência constitucional”, comenta a professora da UFRJ.

A segurança para os motoristas que trafegam no Arco Metropolitano é outra diretriz prioritária. “É imprescindível, com apoio de órgãos de segurança e monitoramento permanente”, destaca a engenheira.

A professora considera importante também a decisão de retomar a operação do sistema teleférico, que é fundamental para a mobilidade das pessoas que habitam as comunidades de difícil acesso.

Acompanhamento

O Plano de Diretrizes Prioritárias teve como base o diagnóstico elaborado durante o período de transição e vai orientar as ações do governo. Segundo o governo, cada meta será acompanhada em reuniões periódicas do secretário estadual da Casa Civil e Governança, José Luís Zamith, com o gestor responsável.

Foto: Divulgação SuperVia

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