Intervenção fará diagnóstico do BRT em 6 meses

O interventor no BRT, Luiz Alfredo Salomão, disse, depois de se reunir com a diretoria do sistema, na manhã desta quinta-feira (31/01), que ainda está montando um plano, o grupo de trabalho e se familiarizando com o funcionamento do BRT. Um dos escolhidos para integrar a equipe é o ex-diretor da Rio Trilhos, Edésio Frias, que participou da reunião. Esse foi o segundo encontro com a direção dos ônibus articulados. O primeiro ocorreu no fim da tarde de quarta-feira, quando foi iniciada a intervenção, que terá a duração de seis meses. Ao final do prazo, a Prefeitura espera apresentar um diagnóstico do sistema e estabelecer um plano de ação para melhorar o serviço.

O interventor poderá, segundo o decreto, assumir o controle da frota, das garagens e de todos os aparatos tecnológicos necessários à operacionalização do sistema, além de contratar empresas para auxiliar na prestação de serviços, desde que observados preços praticados pelo mercado.

A empresa criada pelos quatro consórcios que venceram a licitação para operar o sistema não tem vínculo com a Prefeitura. Entretanto, pela concessão, cabe ao município a manutenção do revestimento das pistas, além de, junto com o estado, garantir a segurança dos passageiros e funcionários do sistema. Segundo o consórcio, as depredações, o mau uso das estações e a situação precária da pavimentação geram um prejuízo de R$ 1,4 milhão por mês e afetam a operação do BRT. Outro problema são os calotes nos ônibus. De acordo com o consórcio, 74 mil pessoas embarcam, por dia, sem pagar passagem.

O decreto com a determinação do prefeito foi publicado em edição extraordinária do Diário Oficial do Município na tarde desta terça (29/01), no mesmo dia em que foi anunciado o aumento das passagens de ônibus. A justificativa da Prefeitura para a intervenção foram as queixas dos passageiros. A medida está prevista no contrato, que dá ao poder concedente a possibilidade de intervir, caso o consórcio não esteja atendendo aos requisitos de qualidade e eficiência do sistema.  Há problemas de superlotação, intervalos irregulares e de redução da frota.

Foto: Fotos Públicas

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