Para combater o calote, cartão do BRT passa a ser individual

Com a implantação das medidas para coibir os calotes no BRT, os cartões eletrônicos utilizados no acesso ao modal passam a ser individuais. Hoje é possível pagar mais de uma passagem com o mesmo cartão, daqui em diante, cada passageiro terá de ter o seu bilhete. O passageiro terá a opção de, ao final da viagem, devolver o passe na bilheteria e pegar de volta os R$ 3 pagos por ele.

De acordo com a resolução publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (17/06), o BRT passará a contar com fiscais, que farão a verificação eletrônica, para comprovar o pagamento da passagem, mediante a apresentação do cartão. O sistema é semelhante a que ocorre no VLT.

Por 10 dias, os agentes vão alertar quem for flagrado viajando sem pagar a passagem. A partir daí, quem der calote pode ser multado em R$ 170 por guardas municipais. A resolução estabelece um prazo de três horas entre cada revalidação.

A verificação do cartão poderá ser feita dentro dos terminais, estações e até ônibus por funcionários do BRT e, principalmente, por guardas municipais, que têm a atribuição de aplicar multas.

A Força-Tarefa, composta por integrantes de vários órgãos municipais, montada pela intervenção, multiplicou por dez a média mensal de multas, passando de 65 em janeiro para 683 em maio. Outra medida para evitar o calote é a permanência da Guarda Municipal em estações com alto índice de evasão.

Além disso, foi retirado o beiral e colocado guarda-corpos no módulo parador, sentido Alvorada, da estação Mato Alto, para dificultar o acesso dos caloteiros. A medida é em caráter experimental.

A estimativa é de que cerca de 70 mil passageiros entrem, em média, todos os dias nas estações e terminais sem pagar a tarifa.

Foto: Divulgação

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