MPRJ cobra implantação da tarifa social Charitas-Praça XV

Em reunião com o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), nesta quinta-feira (29/08), o secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, garantiu que o novo edital das barcas irá estabelecer a criação plena de linha social Charitas -Praça XV. O deputado estadual Flavio Serafini (PSOL), autor da lei que estabelece a obrigatoriedade da tarifa social na linha, explicou que a legislação em vigor precisa ser imediatamente aplicada. O parlamentar apresentou a proposta que, em um processo de transição, sejam reservadas 30% das vagas de todas as embarcações em Charitas.  

Segundo Serafini, a proposta pode não só beneficiar usuários, como também ampliar a arrecadação da concessionária, já que, em alguns horários, os catamarãs não apresentam nem 50% da lotação máxima.  “A tarifa social precisa ser imediatamente aplicada em Charitas. Não dá mais para impedir esse direito da população que conseguimos garantir em lei”, afirmou o deputado por meio de suas redes sociais. Serafini disse ainda que o governo apresentou uma planilha com a ocupação das embarcações e que, em três horários – 18h30, 18h50 e 19h20 -, ao menos, nem metade das vagas estão ocupadas em razão do alto valor da tarifa.  “Acreditamos que a proposta que fizemos pode ajudar a melhorar a arrecadação, já que deve aumentar o público nos horários que normalmente a taxa de ocupação é menor, ajudando inclusive a financiar a reserva das vagas sociais nos horários de pico na ocupação. Não existe mais desculpa para a não execução da tarifa social na estação de Charitas”, declarou Serafini, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário da Alerj.

O governo reconheceu que a proposta tem mérito, mas que ainda precisa dialogar com a CCR Barcas. O MPRJ irá solicitar a participação da concessionária na próxima reunião, em 13 de setembro. O órgão pretende selar o acordo e, caso restem dúvidas quanto à viabilidade da proposta, a sugestão será sua implementação de forma experimental por dois ou três meses, para avaliação mais precisa.

Foto: Setrans

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