Governo vai aterrar a estação Gávea da Linha 4 do metrô

O governador Wilson Witzel desistiu de construir a estação Gávea, da Linha 4, do metrô. Segundo informou Ancelmo Gois, em sua coluna no O Globo, Witzel vai aterrar o buraco aberto desde 2015, que, com a paralisação das obras, foi inundado com 36 milhões de litros d’água.  Witzel disse que um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ) concluiu que, só para estabilizar a estrutura e evitar danos aos prédios próximos, o estado teria de gastar R$ 300 milhões. O governador disse ainda que decidiu aterrar a área da estação por que seria necessário investir R$ 1 bilhão, para finalizar a obra. Ele argumentou que o estado tem outras prioridades para aplicar essa quantia.

A Linha 4 do metrô, que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca, foi inaugurada para os Jogos Olímpicos de 2016 e liga a Zona Sul à Barra da Tijuca. Previa um corredor paralelo à Linha 1 e estações como Gávea, Jardim Botânico e Humaitá. Na inauguração, tornou-se um prolongamento da Linha 1, a partir de Ipanema, mas manteve um “braço” até a Gávea.

Plano de emergência

Em agosto, o TCE-RJ determinou que em dez dias o governo estadual apresentasse um plano de emergência para que as obras da Linha 4 do metrô fossem retomadas. Tribunal tomou como base em nota técnica da Diretoria de Engenharia da Riotrilhos, que “apontava para a existência de risco de estruturas ruírem e colocarem em perigo vidas e a estrutura de prédios” do entorno da estação, projetada para receber 19 mil passageiros por dia. A corte estipulou multa diária de R$ 3.500 para o secretário de Transportes, Delmo Pinho, caso o plano de emergência não fosse apresentado.

O relatório da Riotrilhos revelou também que as obras necessárias vão levar, no mínimo, um ano. A intervenção no canteiro é obrigatória. O estado terá de fazer os ajustes por conta do perigo para o entorno. A Riotrilhos alerta que o canteiro terá que ser totalmente esvaziado, gradativamente, numa operação cuidadosa, e não poderá mais ser alagado.

Segundo a empresa disse ao O Globo, os custos ainda não foram estimados, mas há duas alternativas viáveis. Para seguir com a obra, é preciso terminar as escavações em mais 15 metros de rocha e concretar toda a estação. Se não for dar continuidade, a saída é escorar as estruturas existentes e cobrir de terra o buraco até que, um dia, as obras sejam retomadas.

A previsão é que o serviço será lento. Só para retirar a água do local serão necessários três meses de trabalho. O prazo total das intervenções poderia chegar a dois anos. Os riscos se concentram na chamada alça oeste, onde está a futura estação. Não foram identificados problemas maiores na alça sul, onde as obras pararam quando ainda faltavam escavar 1.256 metros de túneis.

Foto: Divulgação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.