Alerj discute impactos do Transbrasil na Região Metropolitana

O presidente da Comissão Especial para Acompanhar a Implementação da Região Metropolitana, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, deputado Waldeck Carneiro (PT) está empenhado em promover o entendimento entre as cidades que serão afetadas pela operação do BRT Transbrasil. Ele alerta que, embora a intervenção tenha impacto no dia a dia de outros municípios, está sendo tratada e administrada pela Prefeitura do Rio como se fosse uma obra pontual, em um bairro isolado e remoto.

O parlamentar explica que o seu esforço é o de provocar o diálogo entre as prefeituras e os representantes das empresas que operam o setor ainda na fase de concepção do Plano Operacional do Transbrasil. Waldeck acrescenta que o fato de o corredor estar inserido entre a Rodoviária Novo Rio e o bairro de Deodoro não significa que a sua operação só mexerá com a mobilidade urbana da capital. “É uma obra que tem repercussão sobre os fluxos que provêm dos municípios próximos às rodovias Presidente Dutra e Washington Luiz, e até repercussões no fluxo que provém de cidades do Leste Fluminense, notadamente, pelo volume, Niterói e São Gonçalo”, observa.

Na análise do deputado, o planejamento do corredor deveria ser discutido exaustivamente pela Prefeitura do Rio, governo estadual e pelos municípios afetados. “Nas audiências públicas realizadas pela Comissão Especial nos dias 2 e 11 de setembro, constatamos, com espanto, que isso não está acontecendo. Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti não sabem nada sobre essa obra”, critica.

Segundo Waldeck, é preciso também conversar com a Coppe/UFRJ, Escolas de Engenharia de Transportes e instituições de pesquisa, que estudam a mobilidade urbana nesses eixos há muito tempo. “O que percebemos foi uma espécie de endogenia no planejamento da obra do corredor Transbrasil, em que o plano operacional só teria a interlocução entre o município do Rio e estado”, critica.

Conselho Executivo da Região Metropolitana

O corredor Transbrasil, para Waldeck, deveria ser objeto de uma atuação incisiva do Conselho Deliberativo da Região Metropolitana do Rio de Janeiro e do Instituto Rio Metrópole, criados por lei em dezembro do ano passado. “Em relação ao Conselho Deliberativo, o governador Wilson Witzel virou a mesa. O Conselho estava instalado, com a presidência escolhida, e ele decidiu escolher um novo, com a presidência constituída por ele, uma coisa de louco, que será questionada na Justiça”, denuncia o deputado.

O deputado explica que a Secretaria Estadual de Transportes começou a dialogar, mas a iniciativa de colocar em prática essa visão metropolitana de governança ainda é muito tímida. “O Rio de Janeiro é o estado mais metropolizado do Brasil. Sua única Região Metropolitana concentra mais de 70% da população. São Paulo, por exemplo, tem mais de uma Região Metropolitana. O Rio só tem uma, onde estão concentrados 22 municípios”, compara. O parlamentar destaca que essa região é marcada por muita desigualdade, seja na comparação dos municípios com a capital ou entre os bairros da capital. Os contrastes mais marcantes são em relação à oferta de serviços, equipamentos culturais, mobilidade e oportunidades de emprego – que faltam em bairros das zonas Oeste e da Leopoldina e na maioria dos municípios metropolitanos. “Esse contexto já torna a gestão, do que quer que seja, difícil, porque não é uma Região Metropolitana pequena, pontual e equilibrada”, conclui.

Foto: Divulgação

2 comentários em “Alerj discute impactos do Transbrasil na Região Metropolitana

  • 22 de outubro de 2019 em 22:32
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    O fato é que em todos os lugares onde foi implantado o transito piorou muito.
    Lugares como a Penha que nunca teve engarrafamento, hoje é um inferno.
    Todos os corredores impantado só pioraram o transito em todas as regiões.

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  • 22 de outubro de 2019 em 22:49
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    ATÉ QUE ENFIM VEJO ALGUÉM SE LEMBRAR DA ZONA DA LEOPOLDINA, POIS O NOSSO EX-PREFEITO, O FAMIGERADO EDUARDO PAES FEZ UMA TREMENDA BAGUNÇA COM OS ÔNIBUS DAQUI, NO BAIRRO DA PENHA NÃO TEMOS UMA LINHA SEQUER QUE PERCORRA A AVENIDA PRESIDENTE VARGAS EM TODA SUA EXTENSÃO, A LINHA 350 * PASSEIO – IRAJÁ DEPOIS DA FALÊNCIA DA VIAÇÃO RUBANIL ESTÁ UMA DEMORA EXTREMA, O 956 * VILA CRUZEIRO – PENHA QUE CIRCULAVA POR TODO BAIRRO INDO ATÉ A PRAÇA DA TANINHA NO I A P I D DO BAIRRO SIMPLESMENTE ACABOU DE UMA HORA PARA OUTRA, SE NOSSAS AUTORIDADES QUISEREM MELHORAR O TRÂNSITO E FAZER COM QUE MENOS PESSOAS VIAJEM DE ÔNIBUS E MAIS SOBRE TRILHOS É COMEÇAR COM UM BOM PROJETO NO RAMAL FERROVIÁRIO DE DUQUE DE CAXIAS/GRAMACHO/SARACURUNA JÁ QUE DAQUI DA PENHA AGORA ESTÁ BEM MAIS FÁCIL IR PARA A TIJUCA DO QUE PARA O CENTRO DA CIDADE.

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