Vandalismo tira 24 articulados de circulação nesta 6ª feira

As operações do BRT Rio na manhã desta sexta-feira (31/01) começaram prejudicadas com atos de vandalismo e desvios na pista devido a buracos de grande dimensão. Segundo o consórcio, 24 articulados foram depredados nos três corredores e tiveram que ser retirados de circulação da noite de quinta-feira (30/01) e neste início da manhã desta sexta-feira (31/01). Vândalos quebraram portas e vidros de 22 veículos. Nos dois casos que aconteceram no início de manhã desta sexta-feira criminosos atiraram pedras nos articulados. Todos os 24 veículos tiveram que ser encaminhados à garagem para manutenção.

De acordo com o consórcio, o vandalismo acarreta a retirada dos veículos de operação para manutenção, o que prejudica os passageiros do dia a dia. Uma porta quebrada pode tirar um ônibus de circulação por um dia, se for um vidro quebrado, por exemplo, ou até cinco dias, se for afetado o mecanismo. “Se a gente levar em consideração que um articulado carrega em média 180 pessoas e faz também em média 7 viagens por dia, são mais de 1.200 pessoas que vão lotar outros ônibus, a cada dia que esse articulado estiver na garagem em manutenção”, informa o Consórcio BRT.

Operação do BRT com desvios em dois pontos do corredor Transcarioca

Já a operação no corredor Transcarioca está sendo feita com desvios em dois pontos devido a buracos de grande dimensão na pista. O tráfego dos articulados teve que ser desviado entre as estações Vila Queiroz e Vaz Lobo e em frente à estação Olaria, ambos no sentido Galeão.

“Ao deixar a pista exclusiva em determinados trechos, as viagens podem ter impactos que afetam diretamente os passageiros do BRT e os demais motoristas das pistas comuns. Nesse tipo de situação é necessário diminuir a velocidade, os articulados passam a depender do trânsito do local e precisam esperar encontrar a próxima entrada para voltar à pista exclusiva, o que reflete nos intervalos e no planejamento da operação. Além disso, devido ao tamanho dos articulados e às necessidades de manobra, o tráfego na pista dos veículos de passeio e ônibus comuns pode ser afetado”, diz o Consórcio por meio de nota.

O Consórcio explica que as condições precárias das pistas, principalmente nos corredores Transoeste e Transcarioca, levaram à degradação precoce da frota e geraram impactos no dia a dia dos passageiros. Veículos que deveriam durar 20 anos, duram apenas 5 no Rio. “Buracos, desníveis, depressões afetam diretamente a operação do BRT, causando riscos de acidentes, redução da velocidade operacional, o aumento dos custos de manutenção dos veículos – que tem levado empresas à falência – e a destruição da frota, gerando inclusive superlotação em horários de pico”, conclui a nota.

Foto: Divulgação

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