Alerj repassará verba para regularizar barcas de Paquetá

Os representantes do movimento #RespeitaPaquetá lotaram o plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) para discutir a redução da oferta de horários das barcas da linha Praça XV-Paquetá, nesta quarta-feira (12/02). Na audiência pública da Comissão de Transportes, o líder do governo na Casa, deputado Márcio Pacheco (PSC), informou que serão repassados R$ 5 milhões por mês à Secretaria Estadual de Transportes, e será assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre a Alerj, o Ministério Público e o governo do estado. O recurso deverá ser utilizado exclusivamente para que a CCR Barcas mantenha a grade de horários anterior, que foi reduzida em 30% durante a semana e 50% nos finais de semana.

O deputado Luiz Paulo (PSDB) defendeu a realização da licitação das barcas como meio de resolver o imbróglio. “O contrato de concessão está extinto por decisão judicial. É preciso promover a licitação do modal o mais rápido possível”, destacou o parlamentar. Em resposta o secretário estadual de Transportes, Delmo Pinho, reconheceu que a licitação é a melhor solução para manutenção do serviço, mas disse que o certame só poderá ser realizado no ano que vem. “O edital que estava pronto, recebeu muitas críticas do Tribunal de Contas do Estado e foi cancelado. A Secretaria vai preparar uma boa modelagem, com a ajuda do BNDES, para não termos problemas no futuro”, informa.

No encontro, o deputado Dionísio Lins (PP), que preside a Comissão de Transportes da Alerj, disse que a diminuição da grade afeta negativamente não só os moradores, mas também o funcionamento regular das escolas e dos postos de saúde, além do turismo e do comércio local.  O deputado Waldeck Carneiro (PT) criticou a alegação da CCR Barcas de que tem prejuízo operacional de R$ 7 milhões por mês com o contrato de concessão. “É preciso separar alhos de bugalhos. Uma coisa é tratar de um suposto desiquilíbrio financeiro outra é a situação de Paquetá que tem de ter garantido o seu direito de ir e vir”, ressaltou Wadeck.

Segundo a representante da Associação de Moradores da Ilha de Paquetá, Conceição Campos, se a situação continuar a ilha vai acabar. “Estamos lutando desde o dia 23 de dezembro, quando a decisão da concessionária foi publicada. Não somos um bairro qualquer. O único meio de transporte da ilha é a barca”, explica.

Foto: Divulgação/ Alerj/Rafael Wallace

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