Empresa de ônibus Jabour demite mais de 200 funcionários

A Auto Viação Jabour demitiu mais de 250 rodoviários nesta terça-feira (01/09). De acordo com o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, a empresa propôs fazer o pagamento dos atrasados em quinze parcelas, o que foi recusado pela categoria. Os trabalhadores reivindicam o parcelamento em oito vezes, no mínimo, mas com parcelas não inferiores ao valor do salário de cada um deles.

“Infelizmente a situação do transporte urbano de passageiros é cada vez pior no Rio de Janeiro. Em reunião com os empresários, pedimos que além do pagamento em oito parcelas, fosse pago ainda aos trabalhadores mais um mês de salário e dois meses do determinado pela medida provisória 936”, acrescenta o presidente do Sindicato.

Sebastião José, realizou uma assembleia com os empregados da Jabour em que ficou decidida a apresentação de essa contraproposta na audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho. A direção do Sindicato disse que pediu a audiência para esta semana.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários disse ainda que as demissões no transporte urbano de passageiros já chegam a 20% dos trabalhadores. Porém, em situação pior, estão o transporte escolar, que já alcança a marca de 50% de demissões, e o de fretamento, com 70% de demissões.

“Em todos esses anos de sindicalismo, jamais havia presenciado um cenário tão devastador na categoria. A pandemia do coronavirus só veio acelerar o processo de degradação do setor. Isso, somado à falta de sensibilidade das empresas, que reduziram a frota nas ruas, colaboram muito para esse triste fim”, justificou Sebastião José.

Socorro da União

A Câmara dos Deputados aprovou no dia 26 de agosto proposta que prevê o repasse de R$ 4 bilhões da União aos estados e aos municípios com mais de 200 mil habitantes, para socorrer as empresas de transportes. O objetivo é garantir a continuidade do serviço, que enfrenta crise devido à queda brusca de passageiros durante a pandemia de Covid-19. O texto ainda seguirá para análise do Senado e os recursos ainda devem demorar para chegar aos estados e municípios

Entretanto a adesão ao socorro federal prevê alguns compromissos. O preço da passagem não pode aumentar durante o estado de calamidade pública e as companhias não podem diminuir o número de funcionários.

Foto: Divulgação

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