As detonações de um trecho de 60 metros de extensão de rocha, que vai abrir caminho até São Conrado deram início à nova fase de obras da estação de metrô da Gávea. Pelo cronograma, esta etapa começaria em fevereiro de 2026, mas foi antecipada em três meses.
A previsão de conclusão das obras é de 39 meses, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2028. Quando estiver operando, a estação de metrô da Gávea vai beneficiar cerca de 20 mil pessoas por dia.
A atual etapa de detonação vai escavar o corpo da estação (plataforma e mezanino) e o trecho de túnel restante, que interliga as estações São Conrado e Gávea. As obras vão dar espaço a toda área do Metrô Gávea.
Cerca de 140 mil toneladas de rocha deverão ser retiradas ao longo de 12 meses por caminhões basculantes. O material será descartado em local devidamente regularizado. Em paralelo, outras frentes de trabalho vão seguir em andamento, como o preparo para a instalação da via permanente e das estruturas que compõem as saídas de emergência e rotas de fuga.
As detonações são a fase seguinte ao esvaziamento dos 60 milhões de litros de água – dos poços com cerca de 50 metros de profundidade cada – que ajudaram a manter estável a estrutura. A água foi escoada de forma controlada e segura, passando por um decantador, até desaguar no canal do Rio Rainha. Essa ação prévia da obra física começou em 14 de agosto e foi finalizada três meses antes do previsto, em meados de novembro.
O cronograma da obra inclui a definição do projeto, marcações topográficas, perfuração, carregamento dos explosivos, e isolamento da área para as detonações. Após isso, é realizada a limpeza do local. Em seguida, são instalados tirantes e telas de fixação, de forma a garantir a estabilidade e a segurança das escavações. Por fim, aplica-se concreto projetado para estabilização e proteção.
“A conclusão do esgotamento dos grandes poços é um marco importante. Agora, com o início das detonações das rochas, o cronograma avançará ainda mais. A retomada das obras da estação da Gávea significa um destravamento na expansão do sistema metroviário do Rio de Janeiro. Investir em metrô traz um enorme retorno para a sociedade, melhora a qualidade de vida, impulsiona a geração de empregos e traz impactos sociais e ambientais”, afirma Guilherme Ramalho, presidente do MetrôRio.
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