Dia Estadual da Baía de Guanabara tem ação para limpeza das águas
O Dia Estadual da Baía de Guanabara – 18 de janeiro – foi celebrado com ações de limpeza do ecossistema. Desde o lançamento do ecobarco, há oito meses, foram retiradas 7,68 toneladas de resíduos sólidos flutuantes nas águas, equivalente ao peso de cerca de cinco carros populares. As 17 ecobarreiras instaladas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em rios que deságuam na Baía de Guanabara, retiraram mais de 7 mil toneladas de resíduos no ano de 2025.
O ecobarco é uma exigência do novo modelo de contrato do transporte aquaviário, firmado com o consórcio Barcas Rio, que opera o sistema desde fevereiro de 2025. A iniciativa reforça a sustentabilidade ambiental, a preservação da Baía de Guanabara e a segurança da navegação.
“A retirada contínua de resíduos do espelho d’água melhora a operação das embarcações, aumenta a segurança da navegação e contribui diretamente para a qualidade do serviço prestado à população. Essa é uma medida estrutural, prevista em contrato, que demonstra nosso compromisso com uma mobilidade mais eficiente, responsável e ambientalmente sustentável”, destaca Priscila Sakalem, secretária de Transporte e Mobilidade Urbana.
Como é a ação do ecobarco
O operador é obrigado a manter um sistema permanente de limpeza do espelho d’água, contribuindo para a redução de impactos ambientais e para a prevenção de danos às embarcações. O serviço é realizado por um ecobarco com capacidade para até 1 tonelada de resíduos, que atua de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, no trecho entre a Praça XV e Arariboia.
O material recolhido é inicialmente descarregado no estaleiro, em Niterói, antes de seguir para a destinação final ambientalmente adequada. Durante a operação, a equipe mantém comunicação direta com os comandantes das barcas e com o Centro de Controle Operacional (CCO) do consórcio, que auxilia na identificação de pontos com maior concentração de resíduos.
Entre os itens encontrados com mais frequência estão troncos de árvores de grande porte, boias de mariscos e até cadeiras.
Inea remove 7 mil toneladas com as ecobarreiras
Já o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), por meio de 17 ecobarreiras instaladas em rios que deságuam na Baía de Guanabara, retirou mais de 7 mil toneladas de resíduos no ano de 2025. As estruturas, feitas de aço galvanizado e extremamente resistentes, têm como principal função reter resíduos flutuantes que poderiam poluir a Baía.
“A limpeza da Baía de Guanabara é uma das metas do Governo do Estado para a proteção do meio ambiente. Não só estamos assistindo o retorno de espécies marinhas, como garantindo praias limpas para a população. Esse é resultado do trabalho de integração de todas as secretarias do estado”, detalha o secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi.
Impacto dos resíduos no transporte por barcas
Além dos danos ambientais, o acúmulo de resíduos no mar compromete diretamente a operação do transporte aquaviário. Os objetos podem provocar avarias nas embarcações e, em situações mais graves, levar à retirada temporária das barcas de circulação.
Entre os problemas mais recorrentes está a deterioração das hélices, que, quando danificadas, causam vibração excessiva e podem gerar falhas em motores e sistemas eletrônicos. Outro impacto comum é o entupimento das placas resfriadoras, responsáveis pelo controle da temperatura das embarcações, o que pode resultar no superaquecimento dos motores
Foto: Thiago Freitas / Setram
