Castro mantém preço da tarifa do metrô, a mais cara do Brasil

O Governo do Estado anunciou que não vai reajustar a tarifa do metrô neste ano. Mesmo com a suspensão do aumento, a passagem de R$7,90 continua a mais cara do Brasil. A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) vai investir R$ 37 milhões para manter o valor da tarifa.

Os usuários que estão cadastrados no programa do Bilhete Único Intermunicipal (BUI) e têm direito à Tarifa Social vão seguir pagando apenas R$ 5, já que o desconto, que vence em 11 de abril, será renovado. A economia é de cerca de R$ 127 no mês, considerando 22 viagens (ida e volta) no período.

Em vigor desde 2023, a Tarifa Social é destinada a quem tem entre 5 e 64 anos, ganho mensal até R$3.205,20 (conforme determinação judicial), além de possuir um cartão Riocard Mais habilitado no BUI e vinculado ao próprio CPF. Quem trabalha sem carteira assinada ou não possui renda também tem direito.

Em sessão regulatória nesta terça-feira (24/02), a Agetransp havia homologado o reajuste anual para R$ 8,20, conforme prevê o contrato de concessão, o que não será aplicado pela Secretaria.

Apesar das restrições orçamentárias para o ano de 2026, a Setram estuda a viabilidade de uma tarifa com menor impacto para os demais usuários do metrô.

A título de comparação, o preço da passagem do metrô de São Paulo é 5,40 reais. Em Porto Alegre, o usuário desembolsa 5 reais. Já em Recife custa 4,25 reais, enquanto em Brasília o valor é 5,50 reais.

“A manutenção da tarifa é resultado de um esforço técnico e financeiro da Setram para equilibrar as contas sem repassar custos ao usuário. Sabemos que qualquer aumento afeta diretamente o orçamento das famílias. Vamos seguir trabalhando para buscar alternativas que reduzam impactos e assegurem equilíbrio entre sustentabilidade do sistema e justiça social”, concluiu a secretária de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem.

Foto: divulgação.

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