Expansão da Força Municipal na Tijuca visa combater crimes concentrados
A Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, passa a contar com a atuação da Força Municipal, divisão de elite da Guarda Municipal carioca, neste domingo (26). Os agentes atuarão no perímetro entre a Rua São Francisco Xavier e a Praça Afonso Pena, principalmente em horários e locais com maior incidência de roubos e furtos.
O modelo de atuação se baseia na análise de manchas criminais. Os objetivos na região foram apresentados na véspera do início da operação, em uma reunião com o prefeito do Rio e o secretário de Segurança Urbana. Participaram empresários, comerciantes e síndicos da Tijuca.
— Metade dos crimes de roubos e furtos se concentram em 5% do território da cidade. Listamos segmentos de rua, de esquina, às vezes um ponto de ônibus específico, onde há maior concentração desses crimes, e elaboramos um mapa com as ruas mais afetadas na Tijuca. Assim, a estratégia de policiamento será direcionada exatamente aos locais onde o problema ocorre. Esperamos que, com esse planejamento, esses crimes sejam significativamente reduzidos — explicou o prefeito.
Desde o início das atividades da Divisão de Elite da GM-Rio — Força Municipal — em 15 de março, a ocupação da cidade tem sido feita de forma faseada. Na primeira etapa, os agentes atuaram na região central, incluindo a Rodoviária do Rio, o Terminal Gentileza, a Estação Leopoldina e o entorno do Jardim de Alah, na Zona Sul.
Posteriormente, o policiamento foi ampliado para áreas que abrangem a Avenida Presidente Vargas, o Campo de Santana, a Central do Brasil, a Cinelândia e a Zona Oeste, especialmente na região de Campo Grande, entre o calçadão e a estação de trem do bairro.
Neste domingo, a atuação chega à Zona Norte, marcando uma nova fase na expansão do policiamento preventivo e ostensivo na cidade.
No primeiro mês de atuação, mais de 800 abordagens foram realizadas, resultando em 116 ocorrências. As operações mais constantes envolvem as regiões de Presidente Vargas, Central, Campo de Santana e Cinelândia, onde flagrantes de roubo, furto, uso de réplicas de armas de fogo e ameaças são comuns.
Até o momento, 22 manchas criminais já foram identificadas no Rio de Janeiro, e novas fases da atuação da Força Municipal estão previstas para atender esses pontos.
