Deixar o carro na garagem e seguir de bicicleta, ônibus, trem, metrô, barca ou até mesmo a pé são alternativas capazes de reduzir os congestionamentos e melhorar a qualidade do ar. O Dia Mundial Sem Carro, celebrado nesta terça-feira (22/09), propõe uma reflexão sobre essa prática, que diminui os impactos ambientais provocados pelo excesso de veículos nas ruas.
Viajar ou se deslocar de transporte público é consideravelmente mais barato do que manter um carro particular, pagando combustível, seguro, IPVA e estacionamento. Além disso, um único ônibus convencional pode retirar de 40 a 50 carros de circulação, ajudando a desafogar o trânsito.
Estatisticamente, viajar de transporte coletivo com condutores profissionais treinados é muito mais seguro do que andar de carro ou motocicleta.
Entretanto, para que a maioria das pessoas deixe o carro em casa, especialistas defendem redes conectadas, intervalos menores, estações acessíveis e integração entre trens, metrô, ônibus, barcas, VLT e bicicleta. No Rio, onde muitos passageiros utilizam mais de um modal na mesma viagem, essa conexão é essencial para reduzir o tempo e o custo dos deslocamentos.
Mesmo tendo automóvel, Patrícia Baptista, de 56 anos, psicóloga, passou a combinar ônibus e metrô durante a semana. A mudança ocorreu depois que ela calculou os gastos com combustível, estacionamento e manutenção.
“Vou de ônibus até a estação e depois sigo de metrô. Além de gastar menos, não enfrento o estresse de dirigir no congestionamento. Com segurança e boa integração, mais pessoas poderiam deixar também o carro em casa”, afirma.
Leis incentivam a integração
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) chama a atenção para as leis aprovadas pelo Parlamento fluminense, que incentivam o transporte coletivo e a integração entre diferentes modais, facilitando os deslocamentos de quem estuda, trabalha ou precisa passar por mais de um município diariamente.
Entre as iniciativas aprovadas pela Alerj está a Lei 5.628/09, que criou o Bilhete Único Intermunicipal e permitiu ao passageiro combinar ônibus, vans legalizadas, trens, metrô e barcas mediante o pagamento de uma tarifa integrada.
A Lei 7.123/15 atualizou as regras do benefício e, em 2026, a Lei 11.272/26 ampliou essa política e adequou a integração à composição atual da Região Metropolitana, formada por 22 municípios. As normas beneficiam principalmente trabalhadores e estudantes que precisam utilizar mais de um transporte no mesmo trajeto.
O Parlamento também discute iniciativas destinadas à implementação de bicicletas com a integração delas a estações e terminais e ao aumento da segurança dos ciclistas. As propostas ajudam a consolidar a bicicleta não apenas como opção de lazer, mas como meio de transporte para o trabalho, estudo e outras atividades cotidianas.
Com informações da Alerj
Foto: divulgação.



