A Prefeitura abriu consulta pública da licitação do Lote Elétrico (LE1) do Sistema RIO. Os documentos estão disponíveis no site da Secretaria Municipal de Transportes (transportes.prefeitura.rio). Com isso, a população, empresas, entidades e demais interessados poderão apresentar contribuições e sugestões ao projeto até o dia 28 de outubro. As manifestações serão recebidas pelo formulário (https://bit.ly/loteeletrico) que consta na página da Secretaria.
O projeto prevê a operação de 175 ônibus elétricos a bateria, que serão integrados à frota a partir do segundo semestre de 2027, além da construção, manutenção e gestão de uma garagem pública, na Rua Novo Horizonte da Vila do João, na Maré, em frente à Fundação Oswaldo Cruz, na Avenida Brasil.
Os ônibus ficarão em um terreno de aproximadamente 41 mil metros quadrados, dos quais cerca de 23 mil m² serão destinados à garagem elétrica, com áreas para estacionamento, manutenção, administração, almoxarifado e infraestrutura de recarga. A previsão é que os veículos sejam carregados principalmente durante a noite.
A licitação será realizada no modelo de Parceria Público-Privada (PPP), por concessão administrativa, com contrato previsto de 16 anos — sendo um ano destinado à implantação e 15 anos à operação. A futura concessionária será responsável pela provisão e operação da frota, construção e gestão da garagem pública, implantação da infraestrutura de recarga e manutenção dos ativos.
A abertura da consulta pública é mais uma etapa da implantação do primeiro lote de ônibus elétricos do Sistema RIO e ocorre após o anúncio, na última sexta-feira (25/9), de um financiamento de R$ 329 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do Fundo Clima, para a aquisição dos veículos.
O projeto tem investimento estimado de R$ 509 milhões. Desse total, R$ 329 milhões serão financiados pelo BNDES para a aquisição dos ônibus elétricos, R$ 141,2 milhões correspondem a investimentos da futura concessionária e R$ 38,8 milhões serão aportados pelo município.
Benefícios para o meio ambiente
Os 175 veículos vão deixar de emitir quase 13,3 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂e) por ano, chegando a aproximadamente 199,4 mil toneladas ao longo dos 16 anos previstos para o contrato. A operação também deverá contribuir para a redução da emissão de poluentes locais e da poluição sonora.
A eletrificação faz parte da estratégia municipal de descarbonização do transporte público. A meta estabelecida no Plano de Desenvolvimento Sustentável é alcançar, até 2030, 20% da frota municipal formada por veículos não emissores, o equivalente a aproximadamente mil ônibus.
Foto: Divulgação.



