Pistas exclusivas de ônibus sem radares permitem invasão de motoristas de outros veículos

Os corredores de BRS (Bus Rapid System), implantados a partir de 2011, chegaram a reduzir em até 24% o tempo médio em alguns percursos, facilitando a mobilidade em vias congestionadas.  Para tornar mais rápido os deslocamentos por ônibus, foram reservadas as faixas da direita para os coletivos e táxis com passageiros e as da esquerda para os demais veículos. A instalação de radares evitava que um motorista invadisse o espaço do outro.

Entre 2011 e 2016 foram instalados 21 corredores de BRS na cidade, totalizando 50 quilômetros de faixas exclusivas. Mas, sete anos depois, os pardais foram retirados de algumas faixas exclusivas, deixando o caminho livre para o desrespeito da norma.

De acordo com o jornal Extra, o contrato com a empresa responsável pelos equipamentos venceu no ano passado. A prefeitura já fez outra licitação, mas ainda não há previsão da reinstalação.

O estudante de Engenharia João Marcos Andrade passa de segunda a sexta-feira de ônibus na Avenida Marechal Rondon a caminho da faculdade e observa a invasão das faixas exclusivas por outros veículos. “Virou uma pista comum e aumentou o tempo de viagem porque reduz a velocidade dos ônibus”, observa.  Os radares ao longo da Avenida Marechal Rondon foram retirados. O mesmo aconteceu no canteiro central da Av. Presidente Vargas, sentido Candelária, perto do edifício “Balança Mas Não Cai”. No local, ficou só a base de concreto do poste de um antigo equipamento.

Ainda segundo o jornal Extra, Leonardo Mendes, coordenador da filial do Rio da Consilux, uma das duas empresas que ganharam a nova licitação dos corredores de BRS, informou que o contrato já está assinado e só falta acertar os detalhes finais com a CET-Rio para instalação dos pardais. A empresa deve colocar cerca de 80 equipamentos nos corredores do Centro, Zona Norte (Estácio, Vila Isabel, Méier e Avenida Marechal Rondon) e num trecho do BRT em Campo Grande, que não é por via segregada.

Os demais corredores da cidade estarão a cargo da Splice, a mesma que já atuava até o ano passado, e que também já assinou o contrato com a prefeitura. Procurada pelo jornal, a empresa não quis se manifestar e orientou procurar a CET-Rio, a contratante.

Foto: Maurício Chelli/Fotos Públicas

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