Rodoviários reivindicam direito constitucional de fazer assembleia

Em mais uma rodada de negociação realizada nesta quarta-feira (01/12), não houve acordo entre os representantes do Sindicato dos Rodoviários, Rio Ônibus e Prefeitura sobre a situação dos 19 mil motoristas, cobradores e demais profissionais da categoria que já estão há três anos sem nenhum reajuste salarial. Para Sebastião José, presidente do Sindicato, a manutenção pela desembargadora da liminar concedida no último domingo no plantão judiciário que proíbe a realização de assembleia pelo sindicato, é totalmente inconstitucional e vai de encontro ao direito legal dos trabalhadores exercerem seu direito de greve.

“O que aconteceu foi um verdadeiro massacre contra a categoria, já que a Procuradoria do Município, os empresários de ônibus e a própria Justiça trabalhista se uniram contra os trabalhadores. Acreditamos ontem na palavra que o Rio Ônibus apresentaria hoje uma proposta, mas fomos enganados, ludibriados, e agora teremos que tomar uma posição, a insatisfação da categoria só faz aumentar, um verdadeiro barril de pólvora”, alertou.

De acordo com Sebastião, o próximo passo do Sindicato será garantir junto ao Tribunal Regional Trabalhista (TRT) a retomada do direito para a realização de assembleia da categoria.

“Continuamos em estado de greve. As negociações estão praticamente esgotadas; agora precisamos levar para os trabalhadores a proposta Inicial das empresas que é de retomar as negociações somente em 2022, mas isso só pode ser feito através de uma assembleia. Em todos esses anos de sindicalismo jamais presenciei situação tão arbitrária. Que fique claro que quem decide são os trabalhadores, o sindicato apenas media a decisão. Não queremos que os trabalhadores e a população paguem o preço da insensatez. A situação é muito delicada” explicou Sebastião.

Foto: Divulgação

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