Mobi-Rio vai demitir oito motoristas do BRT por justa causa

A Mobi-Rio anunciou neste sábado (26/02) que irá demitir por justa causa oito motoristas do BRT identificados como lideranças da greve. Em nota, a empresa afirmou que “os responsáveis serão notificados ainda neste sábado sobre suas demissões por justa causa, em razão da ilegalidade do movimento e do não comparecimento ao trabalho”.

No twitter, a Secretaria de Ordem Pública do Rio e a Procuradoria Geral do Município informaram que solicitaram a entrada da Polícia Federal, a partir dos indícios de locaute, na investigação sobre a paralisação, que afeta todo o sistema desde a manhã de sexta-feira (25/02). A prefeitura disse ainda que “os motoristas que participam da greve foram indenizados com recursos públicos e recentemente contratados pela Mobi-Rio. Os trabalhadores estão com seus salários em dia”. 

O locaute acontece quando uma entidade patronal impede seus trabalhadores de cumprirem as atividades. A prática, tratada como crime federal no Brasil, é utilizada em negociações entre empregador e funcionários, ou empresa e poder público.

A Secretaria Municipal de Transportes deve alugar ônibus convencionais para substituir os ônibus do BRT, caso a paralisação continue.

Sindicato dos Rodoviários pediu a volta ao trabalho

Após ser notificado da liminar concedida à Prefeitura pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na tarde desta sexta-feira (25/02), que determinou o retorno da circulação de 80% da frota do BRT, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que “em uma democracia, decisão judicial é para ser cumprida e não discutida, e em seguida se recorre”. 

Sebastião lembra que é importante e prudente que os motoristas que estão participando da paralisação, cumpram a decisão judicial. Porém, ele reafirma e cobra da prefeitura, a reabertura imediata das negociações para que se atenda a pauta de reivindicações dos trabalhadores que é mais do que justa. Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho, segurança e reajuste salarial, além da contratação dos funcionários que estão afastados pelo INSS.

Foto: Divulgação.

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