Empresas de ônibus criam banco de dados para coibir assaltos

Os assaltos a ônibus aumentaram nas regiões de Maricá, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói. Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio, ocorreram mais de 700 assaltos na região no primeiro semestre de 2017. No mesmo período deste ano, o índice subiu para 900 casos, com a média de 5 delitos por dia. Para auxiliar no combate a esse tipo de crime, empresários do setor criaram um banco de dados, com o mapeamento das ações dos bandidos.

O “relatório dos assaltos”, como é chamado pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Rio (Setrerj), tem a data e hora dos roubos, o número do ônibus, o lugar de embarque e desembarque dos bandidos, o número do registro de ocorrência na Polícia Civil e imagens das câmeras de segurança dos coletivos. Nos vídeos, os suspeitos armados são marcados com setas.

Para o porta-voz da Polícia Militar do Rio de Janeiro, major Ivan Blaz, as polícias Civil, Militar ou Rodoviária Federal devem ter acesso a todas essas informações. “A polícia vem fazendo o máximo possível, visando colocar mais efetivo nas ruas, principalmente PMs que eram das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) estão fazendo policiamento em ônibus”, informa.

Os passageiros das linhas que passam pelas rodovias RJ-104 e RJ-106 viajam com medo. A moradora de Maricá, Tânia Maria Damasceno da Silva disse que ouve diariamente relatos de outros passageiros que foram assaltados. “Os assaltantes entram nos ônibus nos xingando e ameaçando, em geral, por volta das 6h da manhã e das 18h quando as pessoas estão indo ou voltando do trabalho”, conta Tânia. Ela também reclama do valor da tarifa, que é de R$22. “Pelo preço das passagens devíamos de ter mais segurança”, destaca. O ônibus em que Maria da Conceição Fernandes se deslocava de São Gonçalo para o Rio foi abordado por criminosos, mas eles desembarcaram sem assalta-la. “Estava sentada longe da porta e deu tempo de esconder meu celular, aliança e a carteira”, comenta Maria da Conceição.

Foto: Fotos públicas

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