Moradores cobram passarela sobre linha férrea em Honório Gurgel

A SuperVia fechou a passagem de nível que funcionava como acesso à comunidade da Palmeirinha, em Honório Gurgel. Os moradores que faziam uso da travessia, para chegar mais rápido à Avenida Brasil, reclamam da medida. A população reivindica a colocação de uma passarela sobre a linha do trem e com rampa para cadeirantes.

A empresa alega que a passagem, que atravessa a linha férrea, é irregular e coloca a população em risco de sofrer acidentes. Segundo os moradores informaram ao Jornal Extra, a abertura que dava para a Rua Carolina de Assis, era a entrada principal da Palmeirinha e existia há mais de 40 anos. Sem a passagem, quem mora por perto precisa caminhar até três quilômetros para fazer a travessia, em Guadalupe, na altura da Rua Aurélio Valporto, que passou a ser o acesso mais próximo para quem está de carro. A caminhada leva cerca de 40 minutos. Antes, segundo moradores, levava 15 minutos.

Ainda segundo o jornal, as pessoas que moram no lado onde fica a Rua Carolina de Assis reclamam que terão dificuldade em levar os filhos para a creche e de frequentar a clínica da família, que fica dentro da Palmeirinha. Já os moradores da comunidade, por sua vez, reclamam que os filhos vão ter que andar mais para chegar na Escola Municipal Mário Pena Rocha, que fica do outro lado do muro, em Honório Gurgel. Os comerciantes se queixam que o muro isolou os clientes e, com isso, as vendas caíram.

A concessionária alega que as alternativas para a passagem dos moradores compete à Prefeitura. Por meio de nota, a  SuperVia disse que a passagem foi aberta indevidamente na Rua Carolina de Assis, em Honório Gurgel (ramal Belford Roxo). “O tráfego de veículos e pedestres pela linha férrea, utilizando-se de passagens clandestinas, é um risco para a vida dessas pessoas e para a circulação dos trens. Estima-se que existam cerca de 180 passagens clandestinas ao longo da malha ferroviária, o que facilita o acesso irregular ao sistema. A SuperVia monitora esses buracos e fecha, em média, quatro por mês. Ao fim do mesmo mês, três são reabertos”, dizia a nota.

Já a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação respondeu que a “demanda dos moradores da favela da Palmeirinha não foi solicitada à Prefeitura”. Afirmou ainda que, diante do exposto, avaliaria as condições da área e as possibilidades para desenvolver projetos para o local; sem, no entanto, estabelecer cronograma nem especificar o que seria feito.

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