Deputado quer tirar áreas de risco das plataformas e Apps

Seguir as rotas indicadas pelos aplicativos usados nas plataformas que utilizam GPS e mapas de trânsito do Rio está se tornando cada vez mais perigoso. Desta vez, uma equipe de agentes do Gabinete de Segurança Institucional do governador foi atacada quando o aparelho de GPS indicou um caminho para que eles chegassem ao destino programado por dentro da comunidade Nova Holanda, em Macaé, no Norte do estado. Para tentar evitar que novos incidentes como esse ocorram, o presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins (Progressistas), vai entrar com uma representação no Ministério Público estadual, solicitando que essas plataformas que utilizam GPS, mapas e aplicativos de trânsito do Rio, atualizem trimestralmente ou retirem esses endereços de possíveis áreas consideradas de risco.

De acordo com o parlamentar, essa não foi a primeira e nem será a última vez que pessoas vão estar sujeitas a sofrer qualquer tipo de atentado por erro de rota no equipamento. Ele lembra que no fim do mês passado, uma professora e seu filho entraram por engano na comunidade de Vila Aliança, em Bangu, seguindo também a rota indicada pelo aplicativo quando procuravam um hotel para passarem a noite e acabaram tendo o carro atacado por criminosos.

“A indicação dessas possíveis áreas ficaria à cargo dos órgãos de segurança baseado nas manchas criminais de cada região. O fato é que hoje estamos passando por um momento muito delicado na segurança pública em que facções ocupam cada vez mais territórios e ditam suas regras, onde a maioria dos moradores são pessoas de bem. A retirada desses endereços dos aplicativos e plataformas visa somente resguardar a segurança de todos que utilizam esse serviço, que na verdade vem se mostrando totalmente ineficaz e perigoso. Se para quem já é morador da cidade por vezes acaba entrando por engano nesses locais, imagina quem é de fora”, argumentou.

O parlamentar lembra ainda que não basta apenas os aplicativos indicarem ou sinalizarem esses locais nos mapas; é preciso uma medida mais radical para evitar novas vitimas.

“Na representação, além de pedirmos a retirada desses endereços, vamos solicitar também  que essas plataformas atualizem trimestralmente suas rotas e monitorem o surgimento de novas áreas de conflito, protegendo assim os usuários de futuros problemas. As empresas poderão realizar a atualização desses endereços, consultando ou realizando um convênio com o banco de dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) e Batalhões de Polícia Militar. Creio que dessa forma reduziremos esse tipo de incidente na cidade”, disse.

Foto: Divulgação

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