Após aumento de tarifa, auditoria aponta problemas nos ônibus do Rio

A falta de estrutura nos pontos de ônibus e coletivos sem refrigeração foram as queixas mais comuns levantadas pela auditoria da Controladoria Geral da Prefeitura, em relação ao sistema de transporte do Rio. A pesquisa realizada com 36 voluntários, que fizeram 878 viagens nas linhas que circulam na cidade foi divulgada um dia depois de a nova tarifa de R$ 3,95 entrar em vigor.

Segundo o estudo, só 20% das paradas de ônibus têm informações sobre os trajetos e contam com abrigos para os passageiros se protegerem do sol e da chuva. Só 53% das viagens foram feitas em veículos com ar-condicionado. O novo contrato prevê a climatização total da frota até 2020. O estado dos veículos foi considerado bom em 55% dos deslocamentos, e 94% eram equipados com elevadores para os cadeirantes. O dado negativo foi a falta de limpeza, 37% dos ônibus, segundo os voluntários, estavam sujos.

Já em relação à educação, 83% dos motoristas foram avaliados positivamente, mas só 15% usavam cinto de segurança. Em 28% dos percursos não pararam corretamente nos locais para embarque e desembarque.

A auditoria montou um questionário para verificar se estão sendo cumpridas as regras e as leis estabelecidas no contrato entre a Prefeitura e os consórcios Internorte, Intersul, Santa Cruz e Transcarioca, que operam o transporte público. O objetivo é alertar a Secretaria Municipal de Transportes, que deverá informar quais providências tomadas para sanar os problemas até a próxima sexta-feira.

Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

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