Prefeitura estuda usar ônibus convencionais para operar BRT

O interventor do BRT, Luiz Alfredo Salomão,  estuda permitir ônibus convencionais a usarem corredor do sistema. Atualmente só os coletivos articulados podem trafegar pela via. Segundo a intervenção, a ideia é que, temporariamente, os ônibus comuns façam serviços diretos, sem paradas, entre o Terminal Alvorada e as estações de Mato Alto e Pingo D’Água e o terminal de Santa Cruz, e apenas nos horários de pico. A informação é do colunista Ancelmo Gois, de O Globo.

Para os ônibus convencionais começarem a usar o corredor, os empresários pediram um prazo de dez dias para estudar a forma que seria feita a operação. Serão analisados como seria feito  o embarque dos passageiros — os veículos articulados possuem diversas portas e do lado esquerdo, ao contrário dos ônibus comuns em que o embarque é feito pelo lado direito e em uma única entrada — e a forma de cobrança.  Caso eles se recusem, a intervenção irá procurar outra forma de suprir a demanda no horário de pico do corredor Transoeste

Segundo a intervenção, essa medida seria parte de um plano emergencial para suprir a falta de veículos articulados no corredor Transoeste. A prefeitura alega que o BRT deveria operar com uma frota de 429 ônibus, mas hoje o número varia entre 200 e 260 veículos por dia.

Além de acusar a intervenção de ter caráter político, o consórcio BRT afirma que medida é um retrocesso para a mobilidade urbana. Por meio de nota, o consórcio disse que a Prefeitura é omissa por não apresentar propostas definitivas e usar o sistema como um laboratório. O BRT ainda cobrou do município “assumir integralmente suas obrigações contratuais e oferecer as condições necessárias para a operação das empresas no sistema BRT”.

Foto: Divulgação

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