Motoristas trabalham sem equipamentos de proteção no Rio

Os condutores de ônibus do Rio reclamam da falta de máscaras e álcool gel para trabalhar, além de estarem com os salários atrasados. Para o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Rio, José Sebastião não entregar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos motoristas de ônibus, demonstra uma total falta de sensibilidade das empresas em relação à saúde dos profissionais. “Estamos apelando às autoridades de saúde para que vejam o risco que nossa categoria corre no dia a dia, transportando a população do Rio sem nenhuma proteção e também para os empresários, que tenham mais sensibilidade”, destaca Sebastião José.

Um condutor, que não quis se identificar, afirmou, em reportagem do RJTV, que tem medo do contágio. “A gente pega um monte de passageiro, não sabe quem está contaminado, quem não está. Com esse trauma, para trabalhar vai ficar meio difícil”, critica. Outro confirma que a empresa não dá proteção contra os funcionários. “Estamos abandonados. Risco de obtermos uma contaminação e levarmos para os nossos parentes em casa”, conta.

O presidente do Sindicato afirma que diante da epidemia que assola a cidade, os EPIs são fundamentais aos profissionais, mas lembra que essas mesmas empresas que não fornecem máscaras e álcool em gel não cumpriram o acordo firmado entre o Sindicato e o Rio Ônibus, Sindicato das empresas do setor, que garantiria um rodízio de profissionais. “Isso sem falar nos salários, férias e 13° que continuam atrasados em quase todas as empresas”, disse. Sebastião José informou ainda que há empresas que ainda não pagaram o mês de março. “Temos um termo aditivo assinado com as empresas, mas a maioria alega crise financeira”.

Nesta quinta-feira, (16/04), rodoviários que circulam na Baixada Fluminense denunciaram também a falta de equipamentos de proteção contra o Covid-19.

Prefeitura vai obrigar toda a população usar máscaras

Por meio de decreto municipal, sancionado nesta sexta-feira (17/04), o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou que vai proibir a população de andar nas ruas sem máscaras. A medida pretende evitar a disseminação do coronavírus. Os trabalhadores dos serviços essenciais, como mercado e transportes públicos serão obrigados a fornecer a proteção aos funcionários.

Crivella disse que o uso de máscara é fundamental e que, para dar exemplo, todos os servidores, dos secretários aos garis, serão obrigados a usarem. “Além disso, nos próximos dias vamos distribuir mais de um milhão e oitocentos mil máscaras nas ruas. Não são máscaras cirúrgicas, são simples, mas que podem usar e os empresários terão que dar máscaras para seus funcionários”, afirmou.

Foto: Reprodução de TV

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