Vereador quer CPI para apurar contratos de transporte em Campos

O vereador Thiago Rangel (Pros) vai pedir a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes para investigar possíveis irregularidades na licitação para a escolha da operadora de bilhetagem eletrônica de transporte na cidade.

O parlamentar questiona o resultado do certame do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes do município de Campos (IMTT) no qual a empresa Billing Play, criada apenas há um mês antes da concorrência pública, foi a vencedora. “A Billing Pay vai ficar com 4,5% do valor das passagens e abocanhar todo mês um valor de R$ 180 mil. Tudo feito em um contrato que traz uma cláusula de confidencialidade”, destaca Thiago Rangel.

De acordo com o vereador, a CPI vai apurar se há interesse nesse tipo de modelo de transporte, já que usuários, empresários e permissionários foram contrários. A intenção do vereador é convocar representantes do IMTT, das secretarias estadual e municipal de Transportes, do RioCard Mais e de associações de moradores.

Thiago Rangel irá pedir também que sejam apresentados à Comissão o número de empresas que participaram da licitação, o valor do contrato e os critérios adotados para a escolha da empresa vencedora.  “Nós parlamentares e principalmente a população, precisamos dirimir algumas dúvidas, entre elas, quem responde pela empresa Billing Play, como é feito o repasse de valores para a empresa, e o motivo pelo qual os nomes das empresas que participaram da licitação foram retirados do portal da transparência. Essas perguntas não podem ficar sem respostas”, afirma o vereador.

O parlamentar acrescenta que para os usuários que utilizam o transporte diariamente, a situação piorou bastante. Segundo Thiago, antes dessa empresa, os passageiros embarcavam nas vans e iam direto de suas localidades para o Centro da cidade, diminuindo assim o tempo da viagem. Agora precisam fazer uma baldeação em tendas chamadas de terminais onde ficam expostos ao calor e à chuva para embarcarem nos ônibus. “É preciso saber qual o valor real desses chamados terminais, que na verdade são tendas sem nenhum tipo de infraestrutura para acomodar os usuários. Isso sem falar na falta de segurança, já que muitos assaltos foram registrados nesses locais”, critica o parlamentar.

Outro ponto que será questionado por Thiago Rangel na Comissão, diz respeito aos números de telefone cadastrados como da Billing Pay e que são os mesmos de um escritório de advocacia e de uma empresa de móveis, mas com sócios e os endereços são diferentes, não havendo nenhuma ligação com a empresa de bilhetagem.

Ainda segundo, o vereador do Pros há denúncias de que parentes de dirigentes do Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT) foram beneficiados com concessões de linhas de transporte alimentador de baixa capacidade e com a instalação de terminais sem autorização.

A CPI também vai investigar os motivos que impediram a RioCard Mais, que atua em Campos há mais de 12 anos, de participar desse novo modelo de transporte. “Mesmo com toda a documentação e preço mais barato para as empresas de ônibus e usuários, a RioCard ficou de fora, com enorme dificuldade em quebrar a barreira imposta pela prefeitura e obter junto ao IMTT a homologação necessária para operar. Isso tudo precisa ser apurado urgentemente”, conclui o vereador campista.

Foto: Assessoria

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