Licitação para compra de ônibus do BRT não atrai interessados

Nenhuma empresa apresentou proposta na licitação promovida pela prefeitura para a compra de 307 ônibus articulados para o sistema BRT, nesta quarta-feira (16/03). Em suas redes sociais, o prefeito Eduardo Paes comentou sobre a dificuldade de encontrar interessados: “O ‘sistema’ não é fácil! Mas vamos superar. Somos perseverantes!” Horas antes da abertura dos envelopes, Paes disse que esperava não “haver boicote” dos empresários durante o pregão.

A licitação para a compra de 307 veículos, que começariam a rodar a partir do mês de outubro,  é a primeira etapa do processo de aquisição de 557 articulados para renovação da frota do BRT. Na segunda fase, prevista para 2023, seriam comprados outros 250 articulados, para circular no Transbrasil e no BRT Transoeste. Os ônibus novos só entrariam em operação no Transoeste depois da reconstrução da pista. Entretanto, com a falta de empresas  interessadas, as datas poderão ser adiadas.

Além do processo de aquisição dos novos carros, a Secretaria de Transportes prevê a publicação no fim deste mês do edital de licitaçãopara a concessão da operação do BRT, com recebimento de propostas no mês de maio.

Crise no BRT

Passageiros do BRT se queixam diariamente da superlotação, falta de ar-condicionado, longa espera para embarcar e ônibus que circulam em condições precárias. “Todo dia tem problema no BRT na ida para o trabalho e na volta para casa”, critica a merendeira  Eunice Rosa. “As filas são enormes e a gente viaja em ônibus lotados, sem ar-condicionado neste calor do Rio”, descreve o técnico de informática Gabriel Antunes.

No fim do mês de fevereiro, cerca de 400 motoristas do BRT fizeram paralisação para cobrar o cancelamento das demissões por justa causa e possível indenização, melhoria nas condições de trabalho, recuperação da frota e a possibilidade de antecipação do reajuste salarial.

Desde o ano passado, o município já gastou cerca de R$ 130 milhões na recuperação do BRT, da frota, em combustíveis, entre outros itens, já que a operação é deficitária.

Foto: Divulgação

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