Novo edital de concessão das Barcas é discutido na Alerj

O Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), deputado Flávio Serafini (PSOL), disse, que pretende se reunir com a Defensoria Pública para tratar da questão dos horários das Barcas ofertados em Paquetá.

O anúncio foi feito durante a audiência pública, promovida pela Frente, na Alerj, nesta segunda-feira(20/06) com representantes da Setrans, da Agência Reguladora (Agetransp) e de sindicatos para discutir o novo edital de concessão das barcas. O atual contrato com a CCR Barcas termina em fevereiro de 2023, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi designada pelo Governo do Estado para fazer uma nova modelagem para o sistema.

Serafini informou também que vai encaminhar à Secretaria de Transportes um documento com as questões trabalhistas, ambientais e econômicas, levantadas durante a audiência, para contribuir com a nova modelagem. Ele vai se reunir com a Setrans, para obter esclarecimentos sobre o calendário do período que o sistema vai ficar sem a gestão da CCR Barcas e sem uma nova empresa responsável pelo modal.

“O serviço de barcas foi muito enfraquecido pelas medidas tomadas pela Prefeitura do Rio, a integração das barcas com outros modais foi sufocada. Os investimentos realizados são desiguais. Outros modais recebem bilhões em forma de rodovias, linhas exclusivas, novas estações. As tarifas baixas e a perspectiva de ampliação do sistema precisam ser elementos centrais nessa nova modelagem para servir melhor a população”, declarou Serafini.

Parlamentar critica a Agetransp

Integrante da Frente, o deputado Waldeck Carneiro (PSB) classificou o modelo de privatização de transportes públicos como um “fracassado”. Num panorama sobre o problema da mobilidade na Região Metropolitana do estado, ele citou a situação crítica da SuperVia, responsável pela gestão da malha ferroviária do Rio de Janeiro até 2048, e que se encontra em processo de recuperação judicial. O parlamentar ainda criticou a atuação da Agetransp diante dos problemas apresentados. “O Governo do Estado não se preparou para ter uma equipe de fiscalização. A Agetransp tem apenas nove pessoas para fiscalizar mais de 200 quilômetros de malha ferroviária e 104 estações de trem no estado do Rio. Isso é inaceitável”, declarou.

Foto: Divulgação

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