Remoção de vans irregulares tem queda de quase 80%

As vans do transporte clandestino atuaram com mais facilidade em 2017 no Rio de Janeiro. No primeiro ano da gestão do prefeito Marcelo Crivella, foram apreendidas 447 vans, número 78,54% menor que as 2.083 remoções de 2016. O levantamento foi feito pelo portal G1 com dados fornecidos pela própria Prefeitura.

Relatório da inteligência da Polícia Civil mostra que as vans representam em média 70% do lucro das milícias e também fazem parte da arrecadação de traficantes de drogas.  Estes criminosos cobram percentuais dos motoristas, que, se não pagarem, podem ser mortos. Em troca, os criminosos prometem “segurança” para as vans circularem.

Como parte dos negócios, os serviços de ônibus são hostilizados pelos responsáveis pelas vans, com depredações de estações do BRT, ataques aos coletivos e até mesmo ameaça aos moradores para obrigá-los a ir de vans e não pegar os ônibus.  A situação se agravou com a retirada dos policiais militares da fiscalização do serviço, que contam agora só com os fiscais da prefeitura. O portal G1 informou que, segundo o Ministério Público Estadual, os criminosos que administram as vans lucram R$ 27 milhões por mês somente em Campo Grande e Santa Cruz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes respondeu que realiza fiscalização diária sobre todos os modais de transportes públicos do município, em três turnos, com o apoio da Secretaria Municipal de Ordem Pública e da CET-Rio. Já sobre a retirada dos policiais, a pasta informou que estuda novas formas de intensificar as fiscalizações.

Foto: Prefeitura Rio/ Divulgação.

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