Rio terá nova área para ciclistas, a partir deste domingo

O Rio contará com mais uma Área de Proteção ao Ciclismo de Competição (APCC) a partir deste domingo (1º/12). A criação do espaço atende a solicitação da Comissão de Segurança no Ciclismo do Rio de Janeiro e tem o objetivo de garantir a segurança dos atletas nos treinamentos, em áreas de circuito fechado, com contato zero das bicicletas com automóveis.  

A nova APCC funcionará aos domingos e feriados, das 6h às 8h. O circuito, que recebeu o nome de Marcos Hama, tem 11 km de extensão, passando pela Av. Alfred Agache, o Túnel Prefeito Marcello Allencar e a Av. Rodrigues Alves.

As vias envolvidas serão interditadas ao tráfego a partir das 5h30, permanecendo assim até as 8h30, permitindo que as estruturas de apoio do circuito sejam montadas e desmontadas. Agentes da Guarda Municipal e da CET-Rio realizarão os bloqueios, para garantir a segurança da área de treinamento.

Bloqueios

As principais vias interditadas serão a Av. General Justo, pista sentido Túnel Prefeito Marcello, a partir do Trevo Estudante Edson Luis de Lima Souto; Av. Alfred Agache, em ambos os sentidos; Túnel Prefeito Marcello Alencar, em ambos os sentidos; Av. Rodrigues Alves, em ambos os sentidos, entre o Túnel Prefeito Marcello Allencar e o acesso a Via B4, nas proximidades da Rodoviária Novo Rio.

Rotas alternativas

Os motoristas que seguem em direção à Zona Sul devem utilizar a Via B4 e a Via Binário do Porto; e os que seguem em direção à Av. Brasil, poderão utilizar Av. Pres. Antonio Carlos, Rua Primeiro de Março, o Túnel Rio 450 a Av. Binário do Porto.

Quem é Marcos Hama

O ciclista e triatleta Marcos Hama se acidentou em 2011 na rodovia Rio-Magé quando treinava para o Iron Man, uma das mais famosas e exigentes competições do circuito mundial do triatlo. Hama se chocou na traseira de um ônibus que parou de repente na pista para pegar passageiros. Ele não teve tempo suficiente para frear a bicicleta e acabou batendo de cabeça no ônibus, o que causou lesões graves na coluna vertebral e o deixou paraplégico. Em seguida, Hama apresentou sintomas da Síndrome de Guillain Barré, distúrbio em que o sistema imunológico do próprio corpo ataca os nervos que conectam o cérebro a outras partes do corpo. Como consequência, seu quadro se agravou, e ele ficou tetraplégico. Hoje, o triatleta só se comunica por meio da tecnologia, com auxílio de computador, e vive em Salvador, na Bahia, com os pais e a irmã.

Foto: Divulgação

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