Prefeito anuncia operação de ordenamento do BRT

O prefeito Marcelo Crivella anunciou, na manhã desta segunda-feira (25/02) quando esteve no centro de operações do Terminal Alvorada, ações com o objetivo de coibir os calotes e o comércio ilegal em 13 estações entre o terminal Alvorada e a estação Pontal.

As equipes de ordenamento partiram do Terminal Alvorada para a estação Salvador Allende, no Recreio. A operação desmontou barracas e apreendeu o material vendido irregularmente dentro e fora do terminal. Com dois ambulantes foram encontrados facas e rádios transmissores. Ambos foram levados para a delegacia para averiguação.

O processo de recuperação de vias expressas do BRT, com a fresagem e repavimentação emergencial dos trechos mais críticos das pistas dos ônibus articulados no BRT Transoeste foi iniciado na noite de sábado (23/2) como parte das ações da intervenção decretada pela Prefeitura no Sistema BRT em 29 de janeiro.

As obras de fresagem e recapeamento de 8,5 quilômetros foram divididas em nove trechos mais críticos. O primeiro, na Estação Salvador Allende, tem 280 metros. “Na intervenção do BRT chegou o momento das ações importantes. Primeiro, o recapeamento da calha. Tem vários trechos que estão diminuindo a velocidade dos ônibus e transformando a viagem numa coisa muito desconfortável. Outra coisa, nós precisamos acabar com a evasão”, resumiu Crivella.

Para enfrentar os calotes que chegam a 74 mil por dia, o interventor no BRT, Luiz Alfredo Salomão criou uma diretoria dedicada à questão da segurança, chefiada pelo coronel da PM Luiz Henrique Marinho Pires, que articulou a força-tarefa.

Queda de braço com a Prefeitura

O Consórcio BRT Rio entrou na Justiça contra a Prefeitura, em setembro do ano passado, alegando que o município não tem cumprido as cláusulas do contrato de fazer a manutenção nas vias, terminais e na sinalização do sistema.  A empresa requereu na ação que a Prefeitura garanta as condições para a circulação dos articulados.

Em janeiro deste ano, o prefeito decretou intervenção de 180 dias no sistema, com a justificativa de regularizar a operação do modal. Um dos primeiros atos do interventor, Luiz Alfredo Salomão, foi afastar o presidente do consórcio, Jorge Dias. O consórcio conseguiu liminar na Justiça, em fevereiro, que derrubou o afastamento do presidente executivo.

Foto: Edvaldo Reis/Prefeitura do Rio

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